
"A morte do imperador da Etiópia, Hailé Selassié I , em 27 de agosto de
1975, parecia ser o golpe fatal no movimento rastafari. Para os rastas, ele era a encarnação de Deus, ou
Jah(*) , e deveria conduzir os negros do mundo inteiro `a redenção e `a vitória na luta contra a
Babilônia. No entanto, poucos meses depois, estourava nas paradas jamaicanas a canção de
Bob Marley, contragolpeando com estes versos
:"Os imbecis dizem no seu coração / Rasta, o teu Deus está morto / Mas nós sabemos / Os dreads serão dreads hoje e sempre / Jah está vivo". A profecia de Bob Marley estava certa.
De lá para cá, os veneráveis mestres do reggae nunca deixaram de disparar os seus petardos sonoros contra as injustiças do Sistema Babilônico. Depois de um certo recuo do reggae de inspiração rasta nos anos 80, as vibrações de Jah estão voltando a ganhar força no reggae das novas gerações.
Os rastafaris mantêm viva a sua fé e continuam sua batalha incansável em defesa da justiça social e da igualdade de direitos, não só na música, mas também em outros campos. "
Rastafari: "O Rastafarianismo não surgiu na Jamaica por acaso. Uma longa história de resistência e rebeldia preparou o seu caminho. Uma história que começa com o episódio da revolta dos Maroons e que avança até o fenômeno rude boy), passando por diversas rebeliões de escravos e ex-escravos. [...]"
(*)Jah: Abreviação do nome bíblico "Jeovah", usada para designar Deus ou sua encarnação terrena, segundo os rastas, o Imperador Hailé Selassié